2025 – Tilo – Memoria – The Lacrimosa Fanclub

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      Durante a extensa turnê do Lacrimosa pelo território mexicano, seu líder, Tilo Wolff, compartilhou conosco seus sentimentos sobre a experiência com os fãs mexicanos.
      Por: Bárbara Luis
      Barraca 26

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      A banda alemã Lacrimosa está em turnê pelo nosso país com a “Lament World Tour”, a maior que já realizaram, que começou no último dia 03 de junho com um sucesso retumbante no conhecido Circo Volador, na Cidade do México, onde se apresentaram dois dias seguidos, para continuar no dia 05 de junho em Puebla.
      Estavam programados 22 shows, mas por questões climáticas, a apresentação na cidade de San Luis Potosí foi remarcada para 15 de junho, e a que estava programada para esse dia em Zacatecas foi cancelada.
      A banda mundialmente reconhecida, que combina diferentes estilos musicais como música clássica, gótica e metal, se apresentou na capital de Puebla no último dia 05 de junho, onde teve grande aceitação entre seus fãs de Puebla que se reuniram no Auditório Explanada.
      Nesse show, Tilo Wolff, vocalista, músico e compositor do grupo, agradeceu o apoio do público e, antes de interpretar a música “Memoria”, mencionou o novo fã clube de Puebla, que leva justamente esse nome, batizado dias antes como “Memoria – The Lacrimosa Fanclub”.
      Antes de começar o show, o artista internacionalmente reconhecido concedeu uma entrevista exclusiva para a Barraca 26.
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      B: Como você descreveria os dois shows na Cidade do México?
      Tilo Wolff: Nossa, bom, foi incrível, realmente incrível. Quero dizer, tocamos lá duas noites. E embora seja o mesmo lugar, você não pode comparar os shows, porque são as pessoas que fazem o show. Há tantas emoções, vem tanto do público, e foi tão bonito nas duas noites. E, claro, mudamos um pouco o setlist, então sim, houveram pessoas que assistiram às duas noites e tiveram uma experiência um pouco diferente.

      B: Como você se preparou para essa turnê?
      TW: Bem, a maior parte do tempo eu estive ocupado com o lançamento do álbum, gravando e produzindo, porque ainda é muito recente. E logo depois fizemos os shows de lançamento na Alemanha, depois estivemos em um festival no Brasil. Então não foi como pensar “ok, agora começa a turnê”. Quando subimos ao palco damos vida à música e trabalhamos com o coração, não tanto com a mente e, claro, temos nossas produtoras: uma na Alemanha e outra no México, elas sim cuidaram dos assuntos sérios.

      B: Como você se sente por estar em Puebla novamente?
      TW: Ótimo! Porque Puebla é como se tivéssemos tocado tantas vezes aqui. É como voltar para casa, assim como na Cidade do México. Acho que Puebla foi a segunda cidade, além da CDMX, onde tocamos. Então, sim, é uma cidade muito importante para nós.

      B: Atualmente, como você descreve a filosofia musical do Lacrimosa?
      TW: É como um diário do meu coração, da minha vida, do meu desenvolvimento. Eu escrevo música para me expressar ou quando tenho um sentimento forte em que quero trabalhar, que quero superar ou no qual quero crescer, então escrevo uma letra, sento-me ao piano ou pego o violão e componho, assim como outras pessoas escrevem em um diário, eu escrevo música. Essa é a filosofia do Lacrimosa.

      B: Como artista que trabalha com música clássica, metal e poesia. Você sente que a linguagem gótica está em declínio ou está evoluindo para novas formas?
      TW: Para ser honesto, não penso muito em gêneros. Não sei se o Lacrimosa é gótico ou metal ou o que quer que seja. Claro, cresci com música gótica, era o que eu mais ouvia, e também cresci com o metal, mas sou um grande fã do Prince, também adoro Pink Floyd, há muitas influências. Por exemplo, tocamos em um festival de metal no Brasil e lá nos consideram uma banda de metal. Na Alemanha somos uma banda gótica e aqui no México acho que estamos em um ponto intermediário. A música gótica me inspira muito, quando fiz o primeiro álbum “Angst”, que é bastante eletrônico, eu estava muito envolvido com Bauhaus, que não tem nada a ver com eletrônica. Então foi a minha interpretação do Bauhaus, aí você pode ver o quão longe estou do que me inspira ou me influencia.

      B: Há algum tema que você ainda não tenha explorado em suas músicas e que gostaria de incluir no futuro?
      TW: Não me ocorre nada no momento porque sempre escrevo sobre aquilo que me interessa ou o que surge na hora. Se algo ainda não aconteceu em minha vida, isso seria um novo capítulo que eu escreveria sobre.

      B: Como surgiu a ideia de fazer uma trilogia em seus álbuns recentes?
      TW: Na verdade, não foi planejado escrever o álbum “Testimonium” e, quando terminei, senti que ainda não tinha dito tudo e que precisava. Então fiz uma espécie de encore, o “Leidenschaft”. Percebi que precisava de uma parte final, então não foi um plano, foi algo como: “Ainda sinto que há mais a se dizer. Preciso continuar!”, principalmente os ganchos, que eu sempre chamo de “as canções da tempestade”, a segunda canção de cada álbum. Quando fiz “Nach dem Sturm”, que é a primeira dessas canções em “Testimonium”, percebi: “ok, a tempestade já passou, mas o que aconteceu antes da tempestade?”. E foi aí que toda a história começou de novo.

      B: Desde o seu álbum “Angst” até o “Lament”, a música do Lacrimosa evoluiu claramente. Em que momento você percebeu que suas músicas não eram mais só suas, mas também daqueles que projetam seus próprios sentimentos nela?
      TW: Na verdade, quando subi ao palco pela primeira vez, em 1993, os dois primeiros álbuns, “Angst” e “Einsamkeit”, eram apenas um projeto de estúdio. Então quando subi ao palco e, ao ver as pessoas cantando, percebi que não eram mais apenas minhas. Por outro lado, quando componho, não penso no público. Pode parecer egoísta, mas não faço música para as pessoas. Adoro quando as pessoas amam as músicas, quando as sentem, mas não sou um músico pop que faz música para um público específico. Como eu disse antes, escrevo uma espécie de diário pessoal, e se as pessoas se identificam, se ouvem e se identificam, isso me deixa muito feliz. Mas, em primeiro lugar, eu faço música para mim, e acho que essa é uma das razões pelas quais ainda existimos depois de quase 35 anos, porque nunca tentei seguir o que público quer. Não funciona assim, eu acho.

      B: Muitos fãs mexicanos gostariam de ver o Lacrimosa tocando com uma orquestra sinfônica. É algo que você considera fazer no futuro?
      TW: Bem, há uns… 25 anos, em todos os países nos dizem “venham com uma orquestra”. Então, é claro que a ideia está na minha cabeça, talvez esteja na minha cabeça.

      B: Qual é a sua música favorita dos álbuns “Testimonium”, “Leidenschaft” e “Lament”?
      TW: Nossa! Não diria a favorita, mas talvez a mais importante. Em “Testimonium” é “Nach dem Sturm”, em “Leidenschaft” é “Liebe Über Leben” – sim, eu amo essa – e em “Lament” eu amo “Lament”, “Du Bist Alles Was Ich Will”, mas a mais importante é “Memoria”.

      B: Sobre a turnê que você fez anteriormente na América do Sul, quais são suas impressões?
      TW: Bem, são totalmente diferentes de país para país, porque cada país tem sua própria cultura e as pessoas são diferentes. Por exemplo, na Argentina, as pessoas cantam como em um estádio de futebol e cantam muitas músicas, e no Peru, as pessoas escutam mais, são um pouco mais, digamos, poéticas. Então, é muito interessante ver como os públicos são diferentes em cada país.

      B: Quais são os planos da banda após a turnê no México?
      TW: Estou pensando, primeiro, claro, tenho que cuidar da minha gravadora, como você sabe, não temos contrato com outra empresa. Então, devo trabalhar nisso, garantir que tudo funcione bem, depois, no outono, estaremos na Alemanha, também na Polônia, acho que depois na Itália, temos um festival novamente na Romênia, e em seguida estaremos na China.

      B: Algo muito importante: muito obrigada por nomear nosso fã clube como “Memoria – The Lacrimosa Fanclub”. Por que vocês escolheram esse nome?
      TW: Por vários motivos. Primeiro, porque é a música mais importante, como acabei de falar, do novo álbum, em que os três caminhos árduos pedra se convergem. E também, um fã clube é muito baseado no passado. Não se pode ter um fã clube para uma banda que não lançou nada ainda. Então, criei “Memoria” pensando no que ficou para trás, no que conquistamos com os fãs, como músicos, com todos juntos com a família Lacrimosa. Portanto, “Memoria” é o melhor título para um fã clube.

      B: Muito obrigada pelo seu tempo.

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