Home Fóruns Discussão Geral Fanfic Alleine Zu Zweit Capitulo 3 – Larissa Nascimento

Este tópico contém resposta, possui 1 voz e foi atualizado pela última vez por  Larissa Nascimento 1 ano, 2 meses atrás.

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    Larissa Nascimento
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    Para Angel e Jack
    Eu não sabia o que era amor até vocês entrarem na minha vida.
    Tilo Wolff

    Os melhores anos da minha vida foram com Anne, mas claro que nunca passamos de amigos e pensando bem nem sei se eu queria passar de amigo dela, mas claro que nossa amizade era muito forte, costumávamos tomar banho juntos ela usava minhas cuecas e nem se falava na escova de dente.
    Mas tudo mudou quando ela conheceu ele, o nome era Pablo, eu até gostei dele, ele era publicitário não bebia não fumava era tudo que minha amiga precisava, embora Anne tivesse deixado nossa amizade em segundo lugar, agora que ela estava em um relacionamento sério dificilmente ela ia na minha casa.
    Não tomávamos mais banhos juntos nem nada disso é eu estava perdendo minha amiga, eu sabia que uma hora ia acontecer mas não achava que fosse tão rápido.
    Claro que com a ausência de Anne tive que pegar inspiração em outro lugar, comecei indo em alguns parques e praias mas nada de idéias, aquilo me deixava louco eu precisava de ideia de inspiração para compor, mas nada de idéias confesso que comecei a ter crise de álcool e não parei de beber por um longo tempo.
    Um dia eu estava chegando em casa com mais uma garrafa de whisky e uma amiga minha me viu me viu na porta quase caindo, ela disse:
    -Tilo? Tilo!
    Ela me segurou para eu não cair eu estava um trapo, fedendo a suor e a bebida, ela abriu a porta para mim e me ajudou a entrar em casa, eu disse:
    -Obrigado Cris.
    -Tilo, o que houve? Você está um trapo, nem parece você!
    -Não consigo compor, minha melhor amiga me deixou.
    -Tilo, vem eu te ajudo a tomar banho.
    -Não quero.
    -Tilo, vem!
    -Só quero morrer.
    -tilo, olha para mim!
    Olhei seus olhos verdes, ela disse:
    -Sei que esta sofrendo por causa da sua amiga, mas a vida segue, não pode se se entregar assim, vem comigo.
    Entrei na banheira de roupa mesmo claro que eu não tinha tanta intimidade com Cris a ponto de ficar nu na frente dela, ela me fez um café forte mas nem o café ajudou.
    Durante o tempo que tive meu problema com álcool Lacrimosa parou e não fizemos shows por vários meses, meus amigos de banda começaram a se preocupar com isso, mas eu não tive cabeça para conversar com eles, voltamos a fazer show depois, confesso que eu não mais o mesmo, nem ânimo para festas eu tinha.
    Quando fomos fazer show na Rússia só pensei em fazer uma visita ao túmulo da minha mãe e irmã que tinham sido enterradas na Rússia, na manhã seguinte eu ia tirar um tempo para ir lá, mas tive uma surpresa no camarim do show.
    Logo depois da nossa apresentação fiquei bebendo um pouco e quando voltei ao camarote com o pessoal da banda vi uma pessoa que eu conhecia muito bem, ele conversava com Anne e como desejei que fosse o marido dela, mas não era ele era alguém que eu desejava nunca ver, ele disse:
    -Tilo? Quanto tempo, eu estava conversando com sua amiga.
    -O que faz aqui?
    -Tilo, quem é ele? Ele estava me contando umas histórias de quando você era criança.
    -Sou o…
    -Ele é um amigo de família, vamos lá fora senhor…
    -Vamos.
    Saímos do camarim e fomos para onde meus amigos e eu bebíamos, eu disse:
    -Por que veio aqui?
    -Só vim ver meu filho cantando.
    -Ah quanto tempo está livre?
    -Ah uns cinco anos.
    -Ridículo.
    -Porque não assume logo que é meu filho? Seu nome não muda, Wolff, acha que vai esconder isso até quando?
    -Meu pai matou minha irmã e minha mãe.
    -Sua mãe era uma vagabunda! Ficou com aquele porco imundo que você chamava de pai! E ainda levou você! Eu não teria feito isso Tilo, mas você disse que só voltaria se eu aceitasse sua mãe e a bastarda!
    -Nunca vou te perdoar por fazer isso com elas, podíamos ter sido uma família…
    -Falou bem podíamos, mas eu não suportava mais sua mãe.
    -Não me procura mais.
    -Tilo, espere…Eu tenho netos?
    -Não sou casado e nem tive filhos, e não pretendo me casar ou ter filhos.
    -Lamentável, que nossa família acabe em você.
    -Eu agradeço a Deus por isso, fica longe da Anne.
    -Ame ela não é?
    -Vai embora Kevin!
    -Tilo, espere…Fique com isso, sua mãe sempre disse que quando você tivesse um filho você passaria para ele ou ela.
    -É o anel da mamãe, achei que ela tivesse vendido a anos.
    -Não, ela guardou, ela sempre disse que queria que você fosse pai e a menina mãe, o filho mais velho que ganha.
    Voltei para o camarim e fiquei admirando o anel por vários minutos, era uma joia de família eu sempre planejei dar o anel para minha filha quando eu a tivesse, mas meus planos foram todos por água a baixo quando minha namorada que na época tinha 21 anos abortou nosso bebê.
    Meu mundo desabou quando eu descobri o que ela tinha feito, e foi essa razão por eu nunca me relacionar sério com ninguém, aquilo ocorreu 9 meses antes de Anne aparecer na minha vida.
    -Tilo, vamos sair um pouco?
    -Sim Anne, vamos.
    Começamos a caminhar até nossos passeios tinha mudado, ela disse:
    -Tilo, eu queria falar com você antes dos meninos…
    -Quer sair da banda?
    -Não, eu só…
    -ficou brava por causa da minha crise de álcool, já estou melhor, nem tenho mais vício…
    -Tilo… não é você sou eu.
    -E então?
    -Estou gravida.
    -O que?
    -Estou gravida.
    -Sério? Que incrível, temos que comemorar mas nada com álcool…
    -Tilo, me dê um motivo para ter esse bebê? Me dê um motivo para me casar com Pablo?
    -Anne, não pense nisso, filho não significa casamento mas tirar esse bebê…
    -Tilo…Como você é idiota.
    -Mas o que quer que eu lhe fale?
    Ela me beijou de uma maneira doce e terna eu fiquei viajando naquele beijo me perdi naqueles lábios, eu não quis soltar ela por nada, era bom beijar Anne, ela disse:
    -Tenho que entrar, pensa nisso quando voltarmos para a Alemanha.
    Fiquei calado engraçado eu tinha esperado aquele beijo desde o primeiro dia que a vi, mas eu me sentia estranho em saber que eu beijava uma mulher que não era minha, e que carregava o bebê de outro homem um bebê que podia ficar sem pai por minha culpa.
    Nossa volta para a Alemanha não foi lá das melhores,eu tinha que tomar uma decisão,pensei em tirar Anne do Lacrimosa mas ela ia ter um bebê e ia precisar de dinheiro para os cuidados do bebê,já em casa eu me sentia perdido com o whisky e com os cigarros e óbvio que não resisti a usar doses alta de heroína.
    Quando eu saia do efeito de uma já entrava no efeito de outra dose de heroína,é eu estava na pior,Anne me ligava sempre mas eu não atendia,minha casa estava uma bagunça e eu só pensava em dormir meu alimento era whisky,Cris ia de vez em quando na minha casa para ver como eu estava mas ela não conseguia me ajudar.
    Ela tentava me consolar mas eu nem conseguia ouvir ela,quando Cris saiu de casa passou dois minutos e alguém tocou a campainha pensei que fosse ela,mas quando abri era Anne,eu disse:
    -Anne?
    -Tilo.
    Ela já foi entrando pois já era costume ela viu que eu passava a maior parte do tempo fumando usando heroína e bebendo,ela disse:
    -Tilo,temos que conversar.
    -Eu também preciso conversar com você.Eu aceito.
    -O que?
    -Ser seu padrinho de casamento e do seu bebê,o Pablo me convidou.
    -Tilo,eu só…
    -Anne,eu amo você eu amo tanto você que eu preciso ficar longe de você,eu não vou te fazer bem,eu não quero acabar com o que sentimos um pelo outro.
    -Tilo,me desculpa eu não deveria ter insistido,somos só amigos e praticamente irmãos,só fiquei assustada com o fato de ser mãe e você não está perto de mim.
    -Estarei ao seu lado sempre Anne.
    -Até quando ele nascer?
    -Estarei lá com o Pablo segurando sua mão.
    -Estou com medo Tilo,e se eu não for boa mãe?E se o Pablo não for bom pai?
    -Os dois será excelentes pais,sei disso,esse bebê tem sorte de ter os melhores pais e padrinho do mundo.
    Nos abraçamos como eu sentia saudades daqueles abraços,claro que com a gravidez de Anne tivemos que adiantar nossos shows,ela ia tocar até completar 6 meses pois era o que o médico tinha recomendado,quando saímos em turnê ela já estava de cinco meses e estava sendo cansativo,claro que Anne aguentava firme mas sempre depois de cada show eu a colocava no sofá e tirava suas botas,ela dizia:
    -Me sinto uma rainha quando você faz isso.
    Tivemos que terminar as turnê cedo pois Anne já tinha chegado no seu limite, depois de algumas semanas ela foi em mais um exame de rotina, Pablo e eu a acompanhamos, e vimos o bebê de Anne, a médica disse:
    -É um menino.
    -Já sabem os nome?
    -Anne quer Tim mas eu quero Fernando.
    -Tim é legal e único.
    Disse Anne tive que concorda com ela notei o olhar estranho da médica,eu perguntei:
    -Senhora está tudo bem?
    -Claro,acho que ele só está dormindo.
    -Você me disse isso da última vez.
    Falou Anne a médica olhava e olhava tinha algo errado,não disse nada a Anne pois eu não era médico,a médica saiu da sala,Pablo disse:
    -Filho nasce logo para irmos na praia,não vai ser pálido que nem a mamãe e o padrinho.
    -Como você é palhaço Pablo.
    Disse Anne logo depois a médica apareceu e não fazia uma cara boa,ela disse:
    -Anne,seu bebê tem um problema…
    Ela apertou minha mão e seus olhos já se encheram de lágrimas,a médica disse:
    -Seu bebê sofre de osteogênese imperfeita grau dois.
    -O que isso quer dizer?
    -Os ossos torna altamente quebradiços,as crianças assim não se desenvolve direito e geralmente nascem com fraturas,seu bebê tem poucas chances de vida.
    -Mas ele está seguro não está?
    -Não,cada vez que ele cresce desenvolve uma fratura,eu sinto muito Anne.
    -Quais são as chances de sobrevivência?
    -Baixas 1 em 100,ele ia precisar de ajuda pra o resto da vida.
    -Meu bebê pode morrer?
    -Anne,podemos induzir o parto ele nasce e você acolhe ele até ele morrer.
    -O que acha Pablo?
    -Anne,talvez a médica tenha razão,o que acha Tilo?
    -Eu apoio o que vocês decidirem.
    Acabou que Anne decidiu induzir o parto e ter o bebê mesmo assim,eu a vi somente depois de ganhar meu afilhado,Anne chorava tanto e o abraçava tanto que eu só conseguia chorar com ela,Tim Nurmi Drew ficou vivo por 45 minutos,ele morreu no calor dos braços de Anne.

    Minha querida adorada,queria pegar toda a dor que você senti e transferir para mim só para não ver você chorar.
    Tilo Wolff

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