“Assim como existem diferentes facetas do desconhecido, como o próprio desconhecido, que não escondem nada, que não pedem por explicação ou descoberta, que simplesmente não existem em uma percepção pessoal, também existe o desconhecido que se estende sobre um vácuo, que desperta o desejo de si mesmo e grita por libertação.

Esse desconhecido peculiar, diretamente da ressonância de um desejo interior, exige ser explorado, descoberto e criado.


Me comprometi a dar este salto dentro do vazio – para o desconhecido – no outono de 1990, quando eu, pela primeira vez, aluguei algumas horas em um estúdio de gravação. Esta música que ninguém nunca tinha ouvido, que ninguém tinha composto e simplesmente não existia no nosso mundo, e que ainda assim eu sentia tanta falta. Eu queria sentir, vivenciar, ouvir e despertar essa música – eu queria criá-la.
Hoje, 29 anos depois – no trigésimo aniversário do Lacrimosa – eu continuo sentindo essa maravilhosa fascinação! Eu estou muito, muito grato por isso.


Agora ouvimos uma amostra do trabalho concluído até o momento – embora essa seleção é uma mistura das suas e das nossas canções favoritas, sem alegar que está perfeito – esse álbum duplo deve oferecer uma visão sobre o mundo do Lacrimosa, que também explica a significância dessa coletânea.


Essa viagem no tempo (Zeitreise) termina com um olhar para um passado próximo: uma segunda versão de “Lass die Nacht nichts über mich fallen”, reflete o presente com a nova “Drei Sekunden”, que foca na nossa percepção de temporalidade, e lança um olhar para o futuro com “Im Schatten der Sonne”, que eu escrevi para o álbum de aniversário de 2020, que está por vir.


Com essa composição, uma nova vida entra na alma atingida pela dor. Então nós escutamos os sentimentos sem compromissos!


Por isso nós lhe desejamos uma linda e profunda experiência.”

-Tilo Wolff

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