Home Fóruns SnakeSkin 2021 – Tilo – Terra Relicta interview

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    Terra Relicta interview
    Data: 27/02/2021
    Conduzida por: Tomaz
    Tradução: Yasmin Amarante

    Tomaz: Em primeiro lugar, parabéns por ganhar o Terra Relicta Dark Music Awards 2020. Você tem uma fanbase dedicada que o apóia em todos os lugares. O que isso significa para um artista como você? 

    Tilo Wolff: Obrigado pelos parabéns! Eu sou muito grato por este maravilhoso apoio de nosso público! Como um amante da música e fã devoto de tantos músicos talentosos, cuja música tive o prazer de crescer escutando, estou surpreso que parece que hoje em dia há tantas pessoas tendo o mesmo prazer com a minha música, e isso me deixa muito humilde e feliz.

    Tomaz: Fiquei surpreso com a quantidade de fãs-clubes e grupos de fãs que você tem na América do Sul e Central. Não importa se é em relação ao Lacrimosa ou Snakeskin. Parece uma espécie de culto. Acredito que deve ser ótimo quando você toca ao vivo com o Lacrimosa naquela parte do mundo? 

    Tilo Wolff: É sempre bom celebrar a música com pessoas de todos os tipos de nações e culturas. Todos vivemos em nossas sociedades, falando línguas diferentes, tendo diferentes educações e seguindo regras diferentes, mas tirando tudo isso, somos todos iguais: nós sentimos! E é uma experiência maravilhosa, seja em Buenos Aires ou em Berlim.

    Tomaz: Faz quase exatamente um ano que você lançou o último álbum “Medusa’s Spell”. É um trabalho hipnotizante de arte eletrônica dark que é difícil de categorizar. Como você vê isso agora e o que é diferente se comparado aos seus álbuns anteriores? 

    Tilo Wolff: Felizmente, nenhuma gravadora ou ninguém nos diz o que fazer. Somos completamente livres em nossa expressão artística e, felizmente, nunca tive que lançar nada com que não estivesse totalmente satisfeito. Portanto, quando ouço “Medusa’s Spell” ou qualquer outro álbum, posso fluir completamente dentro da música e apreciá-la. Eu amo este álbum em particular por suas profundas emoções combinadas com sua força e complexidade em tudo isso. E contém uma das minhas músicas favoritas do SnakeSkin: “Once”!

    Tomaz: Entre seu segundo álbum, “Canta’Tronic”, e o seguinte, “Tunes For My Santiméa”, dez anos se passaram. Muitas pessoas pensaram que o SnakeSkin tinha acabado. Agora, apenas quatro anos se passaram, e eu me pergunto se isso significa que vamos obter de agora em diante SnakeSkin com mais frequência? 

    Tilo Wolff: Depende do tempo que tenho.  Enquanto estou ocupado com o Lacrimosa e com a gravadora, é difícil encontrar tempo livre para o SnakeSkin, por isso esse projeto hoje em dia envolve todos esses grandes artistas. Juntos podemos alcançar mais em termos de qualidade e quantidade.

    Tomaz: É difícil rotular um gênero na música do SnakeSkin porque há tantos elementos interligados: EBM, industrial, sinfônico, clássico, operístico, gótico e muito mais, mas soa bem vanguardista. Como você descreve a música do SnakeSkin? 

    Tilo Wolff: Não tenho um rótulo ou um nome para ela. Quando eu componho, não quero ser restringido pelas fronteiras de nenhum gênero. Para algumas pessoas, isso é muito confuso, mas pelo jeito que sinto a música, isso se encaixa.

    Tomaz: As letras são certamente diferentes das do Lacrimosa, e eu me pergunto qual é o foco principal aqui, se houver algum? Quais são as principais inspirações para as letras do SnakeSkin? 

    Tilo Wolff: Na verdade, a música em si. A grande diferença entre o Lacrimosa e o SnakeSkin é, além do fato de que o Snakeskin é menos guitarra e mais direcionado para o eletrônico, que o Lacrimosa poderia ser descrito como uma música que expressa o que há nas letras enquanto o Snakeskin são palavras para expressar a música.

    Tomaz: Se não me engano, o Snakeskin tocou ao vivo apenas uma vez, e isso aconteceu há dois anos na turnê do Lacrimosa na Rússia. Como é que isso aconteceu apenas uma vez em todos esses anos, e você planeja estar no palco com o  SnakeSkin com mais frequência quando a pandemia acabar? 

    Tilo Wolff: Também fizemos um pequeno show em Dresden, e novamente, é uma questão de tempo, que é, aliás, uma das minhas músicas favoritas do Depeche Mode “A Question of Time”, e Depeche Mode é uma das principais influências do SnakeSkin, embora isso não seja muito óbvio, porque não quero copiar outros artistas, mas, ironicamente, SnakeSkin é sempre uma questão de tempo na minha vida, enquanto esta frase é uma das canções que inspiram o projeto inteiro.

    Tomaz: A aparência visual do SnakeSkin (fotos, arte do álbum e vídeos) tem muito a ver com o erotismo. Como isso se conecta com a música ou é usado apenas para atrair mais pessoas, especialmente o público masculino? Quem é o responsável pela sua aparência visual? 

    Tilo Wolff: Tenho que admitir que sou o responsável por essa implementação, e a natureza dessa obra de arte tem vários motivos. Primeiro, o Snakeskin é uma música muito emocional e a emoção e a vulnerabilidade podem ser melhor expressas no corpo exposto. Além disso, o nome já se refere à capacidade da cobra de trocar de pele. Mudar a velha pele e deixar a nova se desdobrar e orgulhosamente apresentar a nova pele de seu novo eu. E por último, eu sempre me pergunto o que eu gostaria como fã e descubro que acho obras de arte com uma atitude sexy melhor do que sem uma atitude sexy.

    Tomaz: Acho que deve haver uma abordagem bem diferente ao fazer músicas para o SnakeSkin e para o Lacrimosa.  Embora o SnakeSkin seja muito diferente do Lacrimosa, parece que também satisfaz os fãs do Lacrimosa, por exemplo, canções como “Once” e “Move On”, só para citar alguns. 

    Tilo Wolff: Sim, a história do início da composição é muito diferente daquela do Lacrimosa, mas quando estou no processo propriamente dito, falo com a minha linguagem musical onde às vezes ela se junta. Afinal, às vezes parece que não consigo crescer fora da pele, o que é novamente bem irônico.

    Tomaz: Você já usou músicas que não se encaixam na composição do Lacrimosa para o Snakeskin? 

    Tilo Wolff: Não, por conta da história do início da composição musical, que define o caminho.

    Tomaz: Eu acredito que todos os fãs de sua música estão aguardando ansiosamente por notícias sobre o novo álbum do Lacrimosa.  Existe alguma coisa que você já pode revelar? 

    Tilo Wolff: Estou trabalhando nisso e adoro o que ouvi até agora!

    Tomaz: E agora uma pergunta que não posso evitar nestes tempos. Como a pandemia afetou artistas como você? Eu acho que não foi agradável cancelar todos os shows planejados. E já há planos para shows ou turnês futuras? 

    Tilo Wolff: Sim, é triste e frustrante, mas por outro lado, tenho a sorte de não me definir como apenas músico. A música é o meu amor, e não posso ficar sem ela, mas não preciso ser reconhecido como músico publicamente. Posso compor minha música onde e quando quiser e, claro, prefiro compartilhá-la com outras pessoas, mas isso não me torna uma pessoa diferente se eu não posso tocar em shows e não chamar a atenção como um músico.

    Tomaz: Você colaborou algumas vezes com a Mono Inc. recentemente… O fruto mais recente disso é a versão cover da música “Lichtgestalt” do Lacrimosa, neste caso, chamada “Shining Light”. Como você escolheu essa música? Podemos esperar mais colaborações como essa no futuro?

    Tilo Wolff: Na verdade, o Mono Inc. escolheu a música, o que é ótimo porque eles gostam dela. Então foi ideia deles e, felizmente, aderiram e ela. E sim, virão mais colaborações se eu gostar do projeto porque adoro colaborar com artistas talentosos! É sempre uma honra! Aliás, no Box de Aniversário do Lacrimosa há um álbum inteiro chamado “Cover Up”, em que todos os tipos de bandas de todo o mundo tocam suas versões cover de músicas do Lacrimosa. Acho isso muito, muito bonito e emocionante!

    Tomaz: Muito obrigado por suas respostas. Há algo que você gostaria de acrescentar no final desta entrevista? 

    Tilo Wolff: Obrigado por nomear o “Medusa’s Spell” para este prêmio e por ter essa conversa divertida. E obrigado a todos que votaram no “Medusa’s Spell” e por apoiarem o SnakeSkin e o Lacrimosa! Bênçãos à todos!

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